Eu nunca soube como escrever isto "Eu não te quero mais". E nunca soube mesmo escrever sobre "o não me importo mesmo nada", porque eu sempre me importei. Sempre amei, sempre quis, sempre fiz birra e bati o pé. Nunca fui boa em fingir, mas acontece que quando tu fazes algo idiota, eu perdoo sempre. E ai tu jogas tudo para o ar, e lá vou eu reconstruir tudo de novo. Tu sabes que acertas sempre com uma palavra pequenina porque eu amei-te tanto que qualquer palavra fazia sentido. Eu sinto falta de amar-te mais do que tudo neste mundo. Sinto falta de fazer birra e chantagem e de não desligar o telemóvel com medo de tu não me ligares mais. Eu sempre tive medo de escrever sobre ti, mas acontece que desta vez, eu não aguento mais. Eu olho para qualquer lugar e tudo o que vejo, és tu. E nada que possas fazer irá consertar isto. Nem as tuas palavras pequenas, nem o teu jeito de fazer tudo parecer certo. Eu não sei mais amar o errado. Eu não sei mais esperar que voltes, não sei mais consertar os teus erros, não sei mais reconstruir os nossos cacos. Tuas migalhas. Eu juro que não sei. Não sei mais amar por dois. Decepcionei-me tanto, que tudo o que aprendi tinha desaparecido. E dói bastante. Dói, desaprender a amar alguém, porque nós aprendemos a manter a distancia aprendemos a ficar sem, aprendemos a esquecer. E a coisa mais triste que me aconteceu, foi descobrir que eu sei viver sem ti. Porque eu nunca quis viver sem ti, nunca. Eu nunca quis manter-me longe da tua confusão. Mas eu não quero escrever sobre o como eu não me importo, como a vida é melhor sem ti, como as coisas são fáceis. Tu conheces-me, e sabes que eu não sei mentir. Eu só queria escrever sobre como eu perdi todo o encanto sobre ti e como o teu olhar não me atravessa. Como eu sempre quis ser mais tua do que qualquer outra pessoa e hoje eu não quero mais. Sobre como eu sempre quis ser a tua maior exclusividade e hoje eu só quero é saber esquecer isso. Porque infelizmente, eu quero esquecer-te. Tu já não fazes mais parte do meu jeito, do meu desejo, da minha vida. Eu quis tanto ser tua, quis tanto que tu fosses o único, eu quis tanto ser a tua admiração .. E agora, desiludi-me. Não sei se foi quando chorava pela a madrugada a dentro na cama ou esperando que tu me liga-ses. Ou se me desiludi quando tu, estavas ocupado demais, aumentando o teu ego com o amor que eu te dava. E não sei se desiludi-me quando quis mais que tudo que tu não fizesses aquilo do "tanto me faz". Mas eu desiludi-me, e bastante. Eu admirava-te, eu tinha tanta fé em ti desde da minha última lágrima até á gargalhada suave. Eu confiava em ti, desde as tuas palavras mais secas até ás mais sóbrias. Eu acreditava em tudo o que me dizias. Tuas promessas aliviavam-me, os meus mais sombrios medos. E como quem cresce, eu desiludi-me do teu jeito de engatatão e passei a achar-te um dos mais fracos rapazes que já conheci. Fraco por não saberes amar nem saberes segurar alguém. Por teres medo da melhor coisa que poderia ser de ti. Fraco porque forte era eu, que com o meu coração doendo te pedia perdão de pés juntos para não te ver indo embora e por ser somente tua. E forte era eu por amar-te cegamente a ponto de achar que nunca teria forças para ir embora. Eu desiludi-me de todo o amor que eu sentia. Teu olhar passa por mim, tuas palavras não me fazem mudar, teus erros não me surpreendem mais. Tua falta de fé não me comove, tua alma pura me dá medo. Eu não sei lidar mais com nada que te envolva. Até te apaguei da minha mente, até tirei o teu número do meu telemóvel até cantei a nossa música de traz para frente. Até quis esquecer-te, até que quero esquecer-te, definitivamente. E depois que descobri que dá para viver bem sem ti, até que é fácil pensar que depois de um tempo nem a tua falta vai-me atravessar, nem de saudade eu vou morrer sufocada. Ninguém morre de amor, quer dizer eu não. Vai-se ver é por isso, que nós perdemos o total encanto pela a pessoa, e ela deixa de fazer suar as tuas mãos, deixa de acelerar o teu coração. Ela vai deixando de ser. E acaba quase tudo como um nada. Eu ainda queria te admirar e gostar de ti e amar-te. E saber lidar com o teu melhor e pior, e esperar que me liga-ses na madrugada e entender que ninguém vai ser tão boa quanto eu para ti. Mas passou, e já chega. Chega, porque o amor das pessoas não implora, importância não se suplica e não é a nos humilhar que recebemos atenção. Chega porque para mim acabou. Acabou quando eu achei que te amava inteiramente. Acabou, porque quando se quer amar alguém, se ama sem medo. E tu não sabes amar. E eu não sei mais entender os teus erros, não sei mais ser tua. Não sei mais não querer-te e querer-te. Não sei mais entender a tua cabeça e os teus medos. Não sei. Eu conhecia-te melhor que tudo, e hoje não reconheço-te mais. Deixar de me iludir com o teu sorriso, com o teu jeito, com a tua alma foi mais triste que todas as vezes que me perdi. E de tudo, eu só queria ser tua, queria não ter me magoado tanto. Mas é como dizem: "tudo passa". E o meu encanto por ti, passou.
