Vivi anos no limite e hoje tenho medo de viver.
Fujo das responsabilidades eu tenho medo de crescer.
Procuro sempre argumentos para evitar pedir desculpas.
Vou foder a minha vida sempre há pála de culpas.
Podia ser exemplar tenho vergonha quando me vejo ao espelho.
Devia matar-me a estudar para ser como o meu irmão mais velho.
Não quis chegar a este ponto não sei como aconteceu.
Mas nunca mais fui a mesma desde que o meu avô morreu.
Desde que partiste nada me deixou mais triste.
Disseste que eras imortal mas hoje vejo que me mentiste.
Sinto-me egoísta por te querer aqui a rires.
Na vida vence quem persiste mas tu desististe.
Não te consigo perdoar por teres partido agora.
Nem consigo acreditar que chegou a tua hora.
Eu sei que nem sempre tive, presente e ouvi de ti.
Nunca te disse o que sentia e avô nem me despedi.
Ensinaste-me a ser forte e sempre a ser correta.
Nada paga o orgulho que tenho em ser tua neta.
Mas olha pra mim agora sem vida rumo e solução.
Passo os dias sem forças, sem comer e sem ambição.
Esta loucura é depressão que nem sei se passa.
Sempre a procura de alguma esperança.
Um dia vou ser igual ao mufása.
Mas agora só me resta a puta da lembrança.
um até já .
