Eram quatro horas da manhã, levantei-me da cama. Já é comum. Estranho era se a insónia resolvesse esquivar-se. Seguiu-se um pressentimento mau, um aperto no coração. Abri a janela, pulei, e sentei-me por cima dos telhados a olhar para o céu, pensativa. A tentar perceber o que me agonizava tanto. Não era nada, ou era tudo? Não sei ao certo. Era só medo, medo de te perder para sempre, que raio estou eu a dizer?
Já te perdi faz 11 anos …
