O verbo era és, hoje é somos.
Levita-me. Intensamente nós, uma para o outro, somos aquilo que nunca esperávamos ser. Porque, um dia, quem me contasse esta história que é nossa, ria-me feita louca que sou e com certeza iria dizer que nada disto fazia sentido. Porém, faz. Faz sentido á minha maneira porque se não fosse a minha maneira e esse jeito atrevido de seres comigo o que não és nem nunca foste com outras nada teria crescido. Porém, cresceu. Apalpas-me no meio da calçada que que tanto piso. Esse quarto, esse corpo e esse sorriso de taradão atrevido sabem-me de cor não é ?  Então, para que saibas que toda eu te sei de cor. Mais do que alguma vez pensei em saber de cor alguém. E, se já cometi riscos, tu foste o maior. E, se gosto de arriscar, tu irás ser pintado. Ama ou deixa. F*de ou sai de cima. Não saiste de cima. F*deste com muito convicção. Adoro ouvir o meu nome cravado nos teus lábios. Dás-me gana de te amarrar na cama, ao peito, ao calor e aos afins. Não preciso de ti porque sobrevivi sem companhia durante todos estes tempos mas não preciso de ficar sem ti porque, sabe bem saber que tu és o próprio a querer ficar. 
Então, fica. Me ama, me condena, me faz e me desfaz.